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terça-feira, 22 de junho de 2010

Boas Práticas na Escola Básica de Santo Onofre


Nesta escola, relativamente à implementação dos Novos programas, temos tido a grande vantagem de ter o formador Luís Redes como coadjuvante do nosso trabalho. Temos realizado reuniões mensais mediante convocatória para os professores que estão a leccionar a disciplina e com convite para potenciais interessados. A adesão tem sido boa, tendo havido lugar para apresentação de diapositivos sobre os NPP e sobre o Conhecimento Explícito da Língua. Trabalhámos sobre as principais inovações programáticas nesta competência e houve debate sobre a sua implementação. Da próxima reunião, constará um trabalho de exercício de consolidação de noções de CEL, o conhecimento das propostas do Guia de implementação, com vista à eventual experimentação pelos colegas, de acordo com a matriz de aplicação.

É de salientar, à guisa de justificação, que, nesta escola, houve dificuldades institucionais que não permitiram até agora um trabalho mais sistemático (não temos tempo semanal disponibilizado, nem hora livre comum a todos os docentes). Esperamos, em trabalho com a direcção, vir a superar estes constrangimentos e cremos que não deixaremos também de realizar as tarefas propostas.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Testes Formativos


No período da presente formação, realizei dois testes; um primeiro referente à análise contrastiva entre os programas de 91 e 2009, e um segundo destinado a consolidar, exercitar e concretizar noções de conhecimento explícito investidas nos novos programas de Língua Portuguesa.

Implementação dos NPP nas Escolas

Aqui se encontra o inquérito realizado sobre a implementação dos novos programas nas escolas.

domingo, 20 de junho de 2010

Comentário à actividade sobre a pontuação





Li com muita atenção o guião proposto pela colega Melânia para a realização de uma actividade relacionada com os sinais de pontuação. Achei-o muito interessante e adequado, pois apresenta, ao pormenor, os passos da actividade a desenvolver com os alunos, tendo-a, de imediato, aplicado aos meus alunos, uma vez que a pontuação, tipos e formas de frase e discurso directo eram os conteúdos que se seguiam na planificação. Os dados apresentados serviram para, em pequenos passos, os alunos chegarem às conclusões desejadas.
No final da proposta, surge uma actividade de treino e consolidação, na qual é pedido aos alunos que produzam frases, com a pontuação adequada, para apresentarem aos colegas, de acordo com o previsto.
Mais tarde, far-se-ão tarefas para os alunos demonstrarem que os conhecimentos estão adquiridos.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Adiamento da entrada em vigor dos novos programas

Uma notícia interessante numa altura em que tanto trabalhinho já foi feito!

Transcrevo aqui os esclarecimentos a este respeito do Professor João Costa:

1. A entrada em vigor do Programa é adiada para 2011-2012. O Programa tem, assim, uma data precisa para entrar em vigor e o adiamento justifica-se para uma entrada em vigor simultânea do Programa, dos novos manuais, do Acordo Ortográfico e das Metas de Aprendizagem.

2. Uma vez que estamos apenas perante um adiamento da entrada em vigor, justifica-se que o plano de formação seja continuado conforme previsto -com todas as etapas previstas (incluindo testagem de actividades, publicação dos GIP, criação de sequências, etc.).

3. O trabalho de anualização feito até aqui não é posto em causa por este adiamento, servindo o próximo ano lectivo para se fazerem ajustes de pormenor em função das propostas feitas pela equipa que prepara as Metas de Aprendizagem. Foi enfatizado que o trabalho desta equipa está a ser feito em estreita articulação com o que se encontra previsto no Programa.

4. Foi reconhecida a importância do trabalho desenvolvido por formadores e formandos ao longo deste ano lectivo, que se traduz em vários meses de estudo e reflexão e em várias alterações de práticas. Pretende-se aproveitar a experiência dos docentes envolvidos na experiência deste ano, convidando professores formadores a testar as Metas de Aprendizagem durante o próximo ano lectivo.

5. Havendo mais um ano para preparação do Programa, o programa de formação será continuado por mais um ano lectivo, em moldes a definir. Este prolongamento por mais um ano constituirá uma oportunidade para um aprofundamento do trabalho realizado durante este ano e para a formação específica em domínios identificados como mais problemáticos ao longo deste ano.
Os aspectos concretos sobre o funcionamento da formação durante o próximo ano lectivo serão anunciados oportunamente.

6. Na medida em que não há qualquer interrupção da formação, deve ser continuado o trabalho nas escolas, sendo de valorizar junto dos colegas formandos o facto de haver mais um ano para se preparar o trabalho com tranquilidade e com o tempo necessário para o estudo e aprofundamento de conhecimentos. Para valorização do trabalho realizado nas escolas, prepara-se para muito breve a divulgação de boas práticas na página da DGIDC. Algumas Direcções Regionais de Educação preparam Jornadas abertas todos os professores para divulgação do trabalho realizado localmente.

sábado, 5 de junho de 2010

Comentário ao Guião "A Aia"

A colega Conceição Nicolau, a propósito do nosso guião, escreveu o texto que passo a transcrever:

Comentário ao Guião de Leitura Orientada: " A Aia"

Aspectos positivos:

1. Selecção adequada de objectivos;

2. A motivação para a leitura é feita através de um questionário (itens de resposta aberta), que cumpre bem o objectivo de contextualizar a leitura, posteriormente complementado pela pergunta:

«Como podemos nós entender a atitude da personagem Aia?»

O desafio de encontrar suporte para esta explicação, lança os alunos numa leitura com um objectivo claro.

3. A leitura partilhada, selectiva e com objectivos definidos, conduz à procura e identificação dos segmentos textuais que cumpram o que lhes foi solicitado. Acho que esta estratégia foi bem escolhida, pois facilita a apropriação do texto. Esta tarefa estava bem clarificada, a compreensão do texto foi acontecendo e preparando os alunos para o trabalho de grupo.

4- O trabalho de grupo apesar de muito focalizado nas categorias da narrativa ( contempla a progressão inter-ciclos ) , conduz os alunos a uma atitude reflexiva, que os leva a estabelecer relações causais na acção e comportamento das personagens. Vão colocando hipóteses, fazendo antecipações e chegando às conclusões necessárias à pergunta 6.

Este trabalho de grupo prevê uma interacção texto/leitores ,uma discussão entre pares, um confronto de opiniões até à concertação da resposta lançada no início. Este tipo de problematização criada pelo professor e pelo próprio textos cria alunos capazes de construir o sentido dos textos.

O trabalho de grupo foi aproveitado ainda para integrar o desenvolvimento de outras competências.

5. A proposta final, projecta o aluno para outra tipologia textual, levando o aluno à reconstrução do texto e a sentir-se motivado para um trabalho interdisciplinar, percebendo a riqueza do cruzamento de saberes e experiências.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Resposta ao meu comentário por Isabel Figueiredo

A Isabel, uma das autoras do guião "Trisavó de pistola à cinta", respondeu assim ao meu comentário:


Olá, Manuela

O seu comentário ao nosso guião foi um bálsamo para mim e acredito que também o foi para as colegas que comigo trabalharam. Todos demos o nosso melhor nesta formação e esse melhor foi muito. Boas férias também para si, estamos todos bem precisados delas. Até um dia.

Isabel Figueiredo

"Trisavó de Pistola à Cinta" - Comentário ao Guião



Uma escolha muito interessante. Guardo deste livro a grata recordação de me ter sido oferecido pela autora, numa altura em que me encontrava gravemente doente. Recebi-o, mais tarde, das mãos do nosso formador, que não ficara impossibilitado de participar no Encontro (agendado também por mim) com a Alice Vieira e os nossos alunos. Do autógrafo, constato que passaram sete anos.

Devo à memória ter lido tão atentamente este guião. Eis que vi nele um documento completo, estruturado e motivador, dirigido a alunos de 5º ano, baseado numa obra de uma importante escritora portuguesa, pelo que tenciono adoptar esta história como leitura orientada “obrigatória”, no próximo ano.

A proposta apresenta um trabalho de qualidade, tendo havido preocupação em construir algo, não para uma hipotética realidade de alunos, mas para um universo de alunos conhecido das docentes que conceberam o projecto. De facto, é o que fazemos aquando da elaboração dos materiais, eles dirigem-se aos nossos e não aos alunos dos nossos colegas. Destaco ainda os seguintes pontos altos do guião: o uso de diferentes estratégias de leitura, a auto e a hetero-avaliação que leva os alunos a apontar melhorias ou não, nesta competência; a produção de textos orais e consequente apresentação à turma; o trabalho de pesquisa com o recurso às TIC; a produção escrita, com a redacção de um outro final para a história; a mobilização de conhecimentos, em articulação com a disciplina de HGP, nomeadamente a referência à época dos Filipes, às Invasões Francesas e à importância atribuída aos registos paroquiais. Quanto ao nome da informadora, “bendicta” é que ela não era, de todo!