
Mais tarde, far-se-ão tarefas para os alunos demonstrarem que os conhecimentos estão adquiridos.
Este blog foi criado no âmbito da Acção sobre os Novos Programas de Português do Ensino Básico e pretende ser um espaço de partilha e troca de experiências, bem como o e-portefólio do trabalho desenvolvido durante a formação.

Escolha uma competência e mostre como evolui (apenas) um resultado esperado do 1º ciclo para o(s) seu(s) correspondentes do 2º e do 3º ciclos.
Relativamente a esta questão colocada pelo nosso formador e no que concerne ao Conhecimento Explícito, a nossa escolha recaiu sobre o uso correcto da pontuação, atendendo ao facto da colega Melânia, que integra este grupo de trabalho, ter já apresentado o seu "TPC", neste âmbito.
De acordo com os dois momentos que constituem o 1º ciclo, os alunos deverão saber manipular e comparar dados para descobrir regularidades no funcionamento da língua, com vista à aprendizagem de novas convenções sobre o modo como o texto se organiza, utilizando correctamente a pontuação. Quanto a propostas de actividades dirigidas ao 1º momento, sugere-se a redacção de frases ou de pequenos textos com o recurso à enumeração. No 2º momento, propõe-se a não utilização da vírgula entre o sujeito e o predicado a partir da escrita de textos.
Os quatro anos que constituem o 1º ciclo de estudos deverão possibilitar aos alunos o exercício efectivo da escrita, através da produção de textos pessoais e criativos, regulados por modelos, e proporcionar a aquisição de regras, normas e procedimentos no âmbito da estrutura, da organização e coerência textuais. Em suma, pretende-se ampliar a consciência linguística de modo a transformar progressivamente o conhecimento implícito em conhecimento explícito.
Quanto ao resultado esperado para o 2º ciclo “ descobrir regularidades na estrutura e no uso da língua, com base em práticas de experimentação”, é de particular relevância que o aluno aprofunde a relação com o texto escrito, produzindo mensagens cada vez mais em autonomia. Assim, o conhecimento explícito da língua será também responsável pela melhoria das outras competências, nomeadamente da escrita. Neste ciclo de estudo, prossegue a já iniciada actividade de descoberta, reflexão, explicitação e sistematização de conhecimentos sobre a língua, contudo o aluno, para além de saber memorizar definições de termos, deverá ser capaz de utilizar correctamente e em contexto os conceitos exigidos. Como actividades a desenvolver no tocante à pontuação e tendo como ponto de partida os graus de proficiência alcançados no final do ciclo anterior, propõe-se um trabalho de carácter experimental e oficinal que se traduz na implementação de uma oficina de escrita.
Sobre o 3º ciclo “reflectir sobre o funcionamento da língua para, a partir da realização de actividades de carácter oficinal, analisar e questionar os sentidos dos textos”, preconiza-se a capacidade para a produção de textos em português padrão com o recurso a vocabulário cada vez mais diversificado e a estruturas gramaticais mais complexas, fazendo uso correcto dos sinais de pontuação. Os alunos, quando chegam ao 3º ciclo, já experimentaram inúmeras situações de aprendizagem. Cabe ao professor saber articular devidamente essa mais-valia, aprofundar conhecimentos, apoiando na apropriação de mecanismos textuais progressivamente mais complexos. Sublinhe-se, então, a pertinência de criar uma Oficina da Língua, onde os alunos poderão articular o seu trabalho com as diversas actividades de leitura e de escrita, que visem a análise, a manipulação e a reflexão de diferentes aspectos da língua.
Uma notícia interessante numa altura em que tanto trabalhinho já foi feito!
Transcrevo aqui os esclarecimentos a este respeito do Professor João Costa:
1. A entrada em vigor do Programa é adiada para 2011-2012. O Programa tem, assim, uma data precisa para entrar em vigor e o adiamento justifica-se para uma entrada em vigor simultânea do Programa, dos novos manuais, do Acordo Ortográfico e das Metas de Aprendizagem.
2. Uma vez que estamos apenas perante um adiamento da entrada em vigor, justifica-se que o plano de formação seja continuado conforme previsto -com todas as etapas previstas (incluindo testagem de actividades, publicação dos GIP, criação de sequências, etc.).
3. O trabalho de anualização feito até aqui não é posto em causa por este adiamento, servindo o próximo ano lectivo para se fazerem ajustes de pormenor em função das propostas feitas pela equipa que prepara as Metas de Aprendizagem. Foi enfatizado que o trabalho desta equipa está a ser feito em estreita articulação com o que se encontra previsto no Programa.
4. Foi reconhecida a importância do trabalho desenvolvido por formadores e formandos ao longo deste ano lectivo, que se traduz em vários meses de estudo e reflexão e em várias alterações de práticas. Pretende-se aproveitar a experiência dos docentes envolvidos na experiência deste ano, convidando professores formadores a testar as Metas de Aprendizagem durante o próximo ano lectivo.
5. Havendo mais um ano para preparação do Programa, o programa de formação será continuado por mais um ano lectivo, em moldes a definir. Este prolongamento por mais um ano constituirá uma oportunidade para um aprofundamento do trabalho realizado durante este ano e para a formação específica em domínios identificados como mais problemáticos ao longo deste ano.
Os aspectos concretos sobre o funcionamento da formação durante o próximo ano lectivo serão anunciados oportunamente.
6. Na medida em que não há qualquer interrupção da formação, deve ser continuado o trabalho nas escolas, sendo de valorizar junto dos colegas formandos o facto de haver mais um ano para se preparar o trabalho com tranquilidade e com o tempo necessário para o estudo e aprofundamento de conhecimentos. Para valorização do trabalho realizado nas escolas, prepara-se para muito breve a divulgação de boas práticas na página da DGIDC. Algumas Direcções Regionais de Educação preparam Jornadas abertas todos os professores para divulgação do trabalho realizado localmente.
